Érika Miranda vence campeã olímpica e conquista medalha de bronze no Mundial de Judô


Érika Miranda bronze

Érika Miranda conquista sua quarta medalha nos últimos quatro mundiais de judô – Foto: Paulo Pinto/CBJ

O Judô brasileiro conquistou a primeira medalha no Campeonato Mundial de Budapeste, na Hungria, e a responsável foi Érika Miranda garantiu seu lugar no pódio na última terça-feira (29) ao derrotar ninguém menos do que Majlinda Kelmendi, atual campeã olímpica e bi mundial para ficar com a medalha de bronze.

Érika Miranda manteve a regularidade e chegou a sua quarta medalha consecutiva em Campeonatos Mundiais. A brasiliense foi ao pódio nos últimos quatro mundiais (2013, 2014, 2015 e 2017), acumulando uma prata e três bronzes e igualando-se a Mayra Aguiar, também com quatro pódios (2010, 2011, 2013 e 2014), como a maior medalhista brasileira na competição.

“Eu estou muito feliz, apesar de ter sido um bronze. Eu tive um desgosto exatamente um ano atrás nos Jogos Olímpicos do Rio e me desacreditei bastante. Esse bronze é especial, estou muito feliz”, comemorou Érika Miranda.

Para chegar até a conquista, Érika Miranda iniciou a campanha com vitória por ippon sobre a australiana Tinka Easton. O mesmo ocorreu na segunda luta, quando enfrentou Agata Perenc, da Polônia. Nas quartas-de-final, porém, a brasileira fez disputa equilibrada com a japonesa Natsumi Tsunoda, mas sofreu o ippon no golden score e foi para a repescagem.

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Érika Miranda comemora a conquista do bronze – Foto: Paulo Pinto/CBJ

Na repescagem, Érika Miranda teve pela frente Distria Krasniqi, do Kosovo. Sua rival chegou a ter dois shidos, contra um da brasileira. No entanto, ela controlou bem a luta e conseguiu a vitória por um waza-ari e avançou para a disputa do bronze.

Na disputa pelo bronze, Érika Miranda teve pela teve pela frente um grande desafio já que sua adversária era a campeã olímpica e bicampeã mundial Majlinda Kelmendi. Érika foi mais agressiva desde os minutos iniciais forçando duas punições à Kelmendi, antes de encaixar o golpe que lhe daria o waza-ari vencedor. Érika já havia vencido o último combate contra a kosovar, em 2015, na semifinal do Grand Slam de Abu Dhabi e, mais uma vez foi superior à campeã olímpica.

O ouro da categoria meio-leve feminino (52kg) ficou com a japonesa Ai Shishime, que derrotou sua compatriota Natsumi Tsunoda, a mesma que venceu Érika e a mandou para a repescagem. O outro bronze foi para a russa Natalia Kuziutina. Ela venceu a israelense Gili Cohen.

Sarah Menezes e Charles Chibana caem nas oitavas de final

Sarah Menezes e Charles Chibana foram os outros brasileiros que entraram em ação. A campeã olímpica em Londres-2012 estreou em Mundiais na sua nova categoria, já que decidiu trocar de categoria após a Rio 2016, deixando a -48kg. A piauiense estreou com vitória por ippon sobre a alemã Nieke Nordmeyer, mas caiu nas oitavas, também por ippon, para a japonesa campeão mundial Ai Shishime.

Charles Chibana, lutador da categoria -66kg, estreou com vitória por um waza-ari contra Azamat Mukanov, vice-campeão mundial no Rio, em 2013. Na luta seguinte, o brasileiro estava bem, chegou a fazer boas entradas e viu seu rival ficar com duas infrações. Mas, no Golden Score, ele levou a terceira e foi desclassificado.

O Judô brasileiro volta a entrar em ação na próxima quarta-feira (30) com a campeã olímpica Rafaela Silva (57kg) e Marcelo Contini (73kg), ambos na categoria leve.