Fabricio Werdum elogia penta mundial de Cobrinha e avalia Marcus Buchecha no MMA


Fabrício Werdum com Cobrinha

Fabrício Werdum ao lado de Cobrinha – Divulgação

O peso-pesado Fabricio Werdum teve uma carreira bem sucedida no Jiu-Jitsu antes de migrar para o MMA. Com dois títulos mundiais na categoria dos pesadíssimos, além de um título no ADCC, o faixa-preta trocou o kimono pelas luvas, mas não esqueceu as suas raízes. No último final de semana, o gaúcho acompanhou de perto mais uma edição do Mundial de Jiu-Jitsu, realizado em Long Beach, na Califórnia. Além de rever os amigos, ele foi especialmente para acompanhar a lenda Rubens Charles “Cobrinha”, seu professor de chão, que conquistou o pentacampeonato mundial no peso-pena.

“Treino com o Cobrinha há cinco anos. Eu sei o quanto ele treina e se dedica. Ele passa o dia todo na academia se dedicando ao Jiu-Jitsu. Então, o Cobrinha merecia muito esse quinto título mundial. Fiz questão de estar com ele o dia inteiro no campeonato, dando apoio. A primeira luta dele era às 9h, eu cheguei 8:30 e fiquei até às nove da noite. Ele merecia demais! Esse ano ele conquistou o Grand Slam, foi campeão Brasileiro, Europeu, Pan-Americano e do Mundial. E fez isso tudo com 37 anos! Não existe idade, existe a vontade e a dedicação do atleta. Ele é um exemplo para todos e uma grande inspiração pra mim”, disse Werdum, que está com 39 anos.

Werdum também acompanhou in loco a conquista de Marcus Buchecha, que se tornou pentacampeão entre os pesadíssimos e também no absoluto. “O Buchecha é muito forte, muito técnico e, quando liga o turbo, ninguém segura. Ele está muito bem nas quedas e não deixa barato quando leva um ponto. Ele volta com tudo! É, sem dúvida alguma, o melhor lutador de Jiu-Jitsu do mundo”, disse.

Werdum avalia Buchecha no MMA

Marcus Buchecha tem apenas 27 anos, mas já manifestou o desejo de migrar para o MMA no futuro. Com experiência de sobra e uma trajetória de sucesso no esporte de luvinhas, Werdum acredita que o decacampeão mundial tem tudo para ser bem sucedido quando decidir migrar para os cages.

“Vai depender dele, se ele está a fim. Eu vi que ele treina Boxe, Wrestilng… Ele tem tudo para se dar bem no MMA. Ele é forte e técnico e reúne todas as qualidades para ser um bom lutador de MMA. Mas tem que ver como ele vai fazer essa transição, porque a transição é a mais difícil. Muitos lutadores de Jiu-Jitsu não se adaptaram ao MMA. Você tem que gostar, tem que saber bater e apanhar”, disse Werdum, complementando.

“Esse começo é o mais difícil, porque tudo muda, inclusive as posições. O Jiu-Jitsu tem que ser adaptado para o MMA. Eu acho que o Buchecha tem condições de ir bem no MMA, ele tem sangue nos olhos e é excepcional no grappling. Agora, resta saber se ele gosta do MMA. Não pode ser por obrigação ou migrar para ganhar dinheiro que isso não vai dar certo. Tem que gostar e, com o tempo, vai ganhar uma boa bolsa”, encerrou.

Fabrício Werdum tem luta marcada contra o holandês Alistair Overeem no dia 8 de julho pelo UFC 213, que acontecerá em Las Vegas. A luta marca o terceiro confronto entre eles e uma vitória poderá dar ao gaúcho uma nova chance de disputar o cinturão dos pesados.