Rafaela Silva fala sobre próximos desafios no Judô e descarta ida para o MMA: “Estou fora”


Thiago Duval

Rafaela Silva no Shooto

Rafaela Silva acompanhou os duelos no Shooto Brasil 70 – Foto: Thiago Duval

Rafaela Silva se prepara para o Grand Prix de Tbilisi, que acontece no próximo fim de semana. Mas antes de embarcar para a Geórgia, a campeã olímpica esteve acompanhando os duelos de MMA no Shooto Brasil 70 que aconteceu no último domingo (26), no Clube Hebraica, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Durante o evento, a judoca conversou com a reportagem do Lutas Esporte Clube e falou sobre MMA, seus próximos desafios no Judô, entre outros assuntos.

A campeã olímpica de Judô recebeu uma homenagem no Clube Hebraica e aproveitou para assistir aos duelos de MMA do Shooto Brasil 70. Rafaela Silva disse que acompanha as artes marciais mistas apenas pela televisão e curte a ex-judoca que foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, Ronda Rousey que migrou para o MMA com sucesso. Além da ex-campeã peso galo (até 61kg) do UFC, Rafaela disse que curte Alex Cowboy e o conterrâneo da Cidade de Deus, Thiago Marreta.

“Eu estava recebendo uma homenagem aqui no clube aí aproveitei e dei uma passadinha para assistir as lutas. Costumo acompanhar MMA só pela televisão, curto e acompanho a Ronda que migrou para o MMA, também gosto muito de assistir o Alex Cowboy, ele é muito bom e muito engraçado, também curto o Thiago Marreta, que é da Cidade de Deus como eu, então sigo ele no Instagram e gosto de ver as lutas dele”, disse.

Perguntada se seguiria os passos de Ronda Rousey, que migrou do Judô para o MMA, Rafaela Silva rechaçou qualquer possibilidade de trocar de esporte.

“Estou fora, já dei muito soco quando eu era criança, minha época de dar soco já passou (risos). Já apanhei muito, agora deixa eu no meu judozinho aqui mesmo. Só de estar de fora e ouvir o barulho do soco já me espanta, estou fora”, enfatizou.

Rafaela Silva entra em ação na próxima sexta-feira (31) para o Grand Prix de Tbilisi, segunda competição após a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio-2016. A carioca falou da importância do retorno aos tatames e da competição na Geórgia.

“Agora deu uma diminuída nos eventos e consegui dar uma organizada na minha agenda, pois eu não estava conseguindo treinar direito. Essa competição é muito importante para o novo ciclo olímpico para que eu possa representar o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio em 2020″, disse.

A campeã olímpica entra em ação no Grand Prix de Tbilisi e além de brigar pelo bicampeonato da competição, já que é atual campeã, Rafaela Silva espera melhorar seu desempenho em relação a Grand Slam de Paris, primeira competição após conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio-2016, onde terminou na quinta colocação.

“Não foi uma competição muito boa, lutei em Paris, fiz disputa por medalha, mas para mim meu desempenho não foi muito bom. Fui para a competição sem treinar e sendo uma das atletas mais visadas da minha categoria agora, então foi bem complicado, mas agora estou voltando para a minha rotina e espero que eu possa melhorar meu desempenho nas próximas competições”, explicou

Campeã olímpica nos Jogos Olímpicos Rio-2016 e lutando pela segunda vez com o backnumber dourado, Rafaela Silva sabe que será a atleta mais visada e estudada, mas a carioca garante está se preparando para o novo desafio.

“Com certeza serei muito estudada, agora só de pisar o tatame, minhas adversárias vão ver o backnumber dourado e vão saber que sou a atual campeã olímpica. Agora a responsabilidade aumenta, antes mesmo que eu estivesse treinando para uma competição, ninguém estava me estudando tanto como agora. Como as atletas novas sabem que sou campeã olímpica vão fazer de tudo para tentar me derrubar, vai ser complicado, mas vou me preparar mais ainda, pois gosto de desafios e quero esse desafio de carregar esse back number nesses quatro anos”, disse.